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sábado, 28 de julho de 2012

O "Direito" Cristão à consciência política


Por Antonio Carlos Junior
As eleições municipais de 2012 se aproximam e, com elas, afloram em boa parte da população alguma forma de participação política, mesmo que seja apenas para dizer “todos são corruptos” e “não tem mais jeito”.
Nesse sentido, devemos ter cuidado com as promessas de campanha, já que muitos prometem o que não podem realizar, até mesmo por não serem os competentes pela Constituição. É preciso, também, cuidado com a compra de votos: sacos de cimento, leito em hospital ou qualquer outra coisa pessoal. O verdadeiro político não cuida dos interesses particulares, mas de toda a população (res publicae). Ao invés de lhe dar cimento ou conseguir leito para seu parente que enfermou, será que o candidato tem propostas para a melhoria dos programas de moradia e saúde para todos?!
Especificamente quanto aos evangélicos, engana-se aquele que ainda acredita no “voto de cabresto” dentro das igrejas, ou pelo menos da maioria delas. Imaginemos: se juntarmos as cinco principais igrejas/denominações das cidades de médio porte, que, sozinhas, possuem “voto” suficiente para eleger um candidato cada, teríamos pelo menos cinco evangélicos em todas as Câmaras Municipais, o que não acontece. Os membros, hoje, olham para o pastor como uma “autoridade espiritual”, e não como aquele capaz de determinar todas as atitudes do fiel.
E, para uma consciência política efetiva, aconselho a todos os cristãos que leiam o Decálogo do Voto Ético da AEVB (Associação Evangélica Brasileira), produzido durante as eleições presidenciais de 1998. Sobre essa consciência, Paul Freston já disse: “os evangélicos devem se envolver politicamente, não em nome de suas igrejas ou instituições, mas em grupos de pessoas que pensam politicamente de uma mesma forma, inspiradas pela sua compreensão da fé cristã. Trata-se de um projeto que inclui a abertura para o diálogo e para censuras proféticas”, que denunciem o Estado naquilo que contraria os princípios divinos.
Assim, o cristão na política não pode se restringir a ser um mero “despachante” das igrejas. Se comportando como cristão verdadeiro, acabará por fazer transparecer seus valores éticos e morais, na imensa maioria das vezes resultantes de sua fé. Mesmo porque, ainda que o Evangelho se funde, essencialmente, em uma dimensão espiritual, é certo que as “boas obras” (e aqui incluo a implantação de “boas propostas políticas”) são um reflexo da salvação que temos, exclusivamente, por meio de Jesus Cristo.
O político cristão, por isso, deve expor sua “plataforma” sem “apelar” para o “sou seu irmão”, mas, efetivamente, demonstrando suas intenções e projetos de forma clara e transparente. Mas o problema é que, infelizmente, a maioria dos candidatos, cristãos ou não, sequer possuem propostas para a melhoria da cidade e da vida dos cidadãos!
Valorize sua liberdade de voto e não o negocie… sob pena de ficar mais quatro anos lamentando a situação de sua cidade.
***
Antonio Carlos da Rosa Silva Junior. Bacharel em Direito, Especialista em Ciências Penais e em Direito e Relações Familiares, Mestrando em Ciência da Religião, Presidente do Projeto Desperta e Membro do Juristas de Cristo. Contato: acarlos_juridico@yahoo.com.br. Fonte: Ultimato.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pra que serve a Taxa Per Capita?



R$ 8,00 por ano é tudo o que você precisa para gerar transformação social e levar milhares de jovens a uma vida de compromisso com Deus.
A Taxa Per Capita é um valor anual recolhido de cada sócio da UMP e repassado para a Federação de Mocidades do seu respectivo Presbitério. Esse valor é distribuído entre a Federação de Mocidades, Sinodal de Mocidade e a Confederação Nacional de Mocidade, permitindo que as atividades da UMP sejam desenvolvidas em sua região e por todo o país.
São Projetos de evangelismo, ação social, missões, esportes, música, lazer, educação cristã e muitos outros projetos.

Jovem Presbiteriano, faça sua Parte!

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Como Funciona:
Cada sócio da UMP contribui com R$ 8,00 anualmente
40% é usado pela Federação de Mocidades: R$ 3,20
30% é usado pela confederação Sinodal: R$ 2,40
30% é usado pela Confederação Nacional: R$

Contribua.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A reforma não é uma opção, mas uma necessidade

A Reforma não é uma caiação da velha estrutura religiosa, nem uma pele bronzeada para cobrir o esqueleto doente de uma teologia herege. A Reforma não é uma mudança epidérmica motivada apenas pela busca do novo. A Reforma é uma volta às Escrituras, um retorno à doutrina dos apóstolos, um compromisso inalienável com a verdade divina. Vamos, aqui abordar três áreas na vida da igreja contemporânea que precisam de Reforma profunda, urgente e bíblica:

1. Precisamos de Reforma na Teologia - A teologia é a base, o alicerce e o fundamento da vida. A ética decorre da teologia e não esta daquela. A teologia determina o comportamento; a doutrina rege a vida. Se a teologia estiver errada, a vida não pode estar certa. A igreja cristã havia se desviado da doutrina dos apóstolos e acrescentado muitos dogmas estranhos e heréticos ao seu arcabouço doutrinário. A Reforma denunciou esses erros, eliminou-os e colocou a igreja de volta nos trilhos da verdade. Hoje, precisamos de uma nova Reforma. Há muitos desvios e muitos acréscimos absolutamente estranhos ao ensino bíblico presentes em algumas igrejas chamadas evangélicas. O liberalismo com sua falsa sapiência duvida da integridade da Escritura e tira dela as porções que lhe incomodam ou interpreta à revelia as partes que lhe convém. Se o liberalismo tira da Escritura o que nela está, o misticismo acrescenta à ela o que nela não está. As igrejas cristãs estão eivadas de práticas que beiram ao paganismo. Estamos vivendo uma geração que está sacrificando a razão, que está promovendo o antiintelectualismo. Precisamos de uma Reforma não só para nos colocar de volta na vereda da verdade, mas também para mostrar-nos que o conhecimento das Escrituras não é contrário à piedade, mas a sua própria base e essência.

2. Precisamos de Reforma na Liturgia - Se a teologia é a base da vida, a liturgia é a manifestação da teologia. Aquilo que cremos, professamos no culto. O culto é a manifestação pública da nossa fé. Uma das razões mais gritantes que evidenciam a necessidade urgente de uma nova Reforma é o esvaziamento da pregação nas igrejas evangélicas. Perdemos a centralidade de Cristo no culto e a primazia da pregação das Escrituras. Estamos nos capitulando à proposta do culto show. Em muitas igrejas o púlpito foi substituído pelo palco, a Bíblia pelo entretenimento e o choro pelo pecado pela encenação glamourosa. As músicas estão se tornando produto de consumo. As letras dessas músicas, com raras exceções, estão cada vez mais vazias de conteúdo bíblico e os cantores gospel cada vez mais populares. Precisamos de liturgia pura, de liturgia que coloque Cristo no centro do culto em lugar do homem no centro. Precisamos de liturgia onde o púlpito não seja governado pelos bancos. Onde a mensagem não seja mercadejada, onde o evangelho não seja diluído para agradar a preferência dos ímpios. Precisamos de uma liturgia que glorifica a Deus, exalte a Cristo, honre ao Espírito Santo, promova o evangelho, edifique os santos e traga quebrantamento aos incoversos.

3. Precisamos de Reforma na Vida - A ortodoxia é boa. Ela é a melhor. A ortodoxia é insubstituível, porém, apenas doutrina certa não é suficiente se nós não a colocamos em prática. A ortodoxia morta mata tanto quanto o liberalismo e é tão nociva quanto o misticismo. Precisamos nos acautelar para não cairmos no laço de um intelectualismo vazio e de uma ortodoxia morta. Precisamos de luz na mente e fogo no coração. Precisamos ter cuidado da doutrina e também da vida. Precisamos crer na verdade e viver na verdade. Precisamos de ortodoxia e de piedade. Há muitas igrejas que não pregam heresia, mas também não vivem a verdade que pregam. Há crentes secos como um poste e áridos como um deserto. Precisamos de uma Reforma que nos ponha de volta no caminho de uma vida cheia do Espírito Santo. Que Deus nos ajude a buscarmos essa Reforma da teologia, da liturgia e da vida!

Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O evangélico e a indústria cultural


Não faz tanto tempo em que se acreditava na ideia de o "verdadeiro cristão" não poder usufruir de certos bens culturais, tais como teatro, televisão, música secular e outros atrativos.

Atualmente, muitos desses mitos foram quebrados, possibilitando ao público evangélico sair do isolamento cultural e conhecer melhor o mundo na esfera midiática. Aqueles anos em que algumas igrejas proibia seus membros de frequentar cinema, teatro e possuir um aparelho de televisão parecem ter ficados num passado distante, se eu não estiver enganado.

Hoje é notória a liberdade de assistir determinados filmes que nem são considerados cristãos ou evangélicos, como queiram dizer. Se houver alguma apresentação teatral nenhum membro de igreja se furtará a esse momento de prazer, desde que a peça seja interessante e não conflite com suas convicções.

Aparentemente, tudo parece está superado. Será mesmo que está? Pelas respostas que alguns insistem em fundamentar, tais como: "tudo deve ser feito para a edificação", "todas as coisas são lícitas mas nem tudo convém", "não edifica espiritualmente", "não glorifica a Deus", podemos perceber que na cabeça de alguns evangélicos isso não foi superado. Engraçado que esses argumentos são usados apenas na música e não em outras formas de expressão artística. O que será que há na música de tão sobrenatural a ponto de limitarem seu uso somente na esfera eclesiástica?

Eu entendo isso como uma espécie de superstição. É um zelo esquisito ao confundir música com louvo, e louvor com adoração. O máximo que conseguem é arrumar alguns subterfúgios rasos que não tem sustentação na Bíblia.

Se música secular é pecado filme secular também é. Se música secular não glorifica a Deus fazer caminhada como exercício também não. Se música secular não edifica espiritualmente video game também não.

Eis a contradição daqueles que caíram nesse legalismo que nem na Bíblia encontra argumentos sólidos. Não passa de uma lei criada pela má interpretação das escrituras sagradas.

Há músicas que realmente não convém a um Cristão, não porque em si mesmas são seculares mas porque há princípios que são contrários à vida cristã, como a incitação ao erotismo, a uma vida hedonista em todos os sentidos, etc. Então não há pecado em ouvir músicas de Ludvig Van Beethoven, mas haverá pecado se alguém sentir prazer em músicas cujo contexto e mensagens sejam contrários aos propósitos de Deus. Não é pecado, por exemplo, assistir um documentário sobre o sistema solar, mas assistir Big Brother é pecado pelo seu próprio conteúdo.

Se o problema for a possibilidade de escandalizar algum irmão entendo que está na hora de os líderes mais maduros na fé desmistificarem isso, ensinando nos limites das escrituras a fazer diferença daquilo que é ou não prejudicial à vida cristã.

A paz de Cristo a todos.





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